quinta-feira, 29 de março de 2012

O Estado do Espírito Santo tem o maior índice de evangélicos do país


No estado do Espírito Santo, o número de evangélicos vem crescendo a cada dia, de forma acentuada (já somam pouco mais de 1 milhão), passando de 27,38% para 30,18% da população. Os dados foram divulgados no ano passado pelo Novo Mapa das Religiões, estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A mesma pesquisa mostrou também que a Igreja Católica perdeu seguidores. Os números também revelam que o Espírito Santo é o Estado que tem mais crentes no Brasil (18,13% dos fiéis no Brasil, incluindo os de igrejas tradicionais e pentecostais). De 2003 para 2009, o percentual de evangélicos tradicionais saiu de 11,18% para 15,09%. O crescimento de adeptos ocorre, com mais destaque, entre os mais novos, milhares de jovens reforçam o número de evangélicos. Cariacica é o Município campeão em número de igrejas O número de crentes no Espírito Santo vem crescendo a cada dia. Entre a população de 3.512.672 habitantes, a fatia de mais de 1 milhão de capixabas é formada por evangélicos, das mais diversas denominações. Cariacica é a cidade com mais igrejas na Grande Vitória. Até o início do ano haviam 1.160 templos registrados. Este número pode ser ainda maior se levarmos em conta os templos que vão surgindo a cada mês e os que não são registrados. O bairro que tem mais igrejas é Nova Rosa da Penha, com 70 templos.
A igreja Assembléia de Deus é a que tem maior fatia desta cifra. São aproximadamente 350 mil membros em mais de três mil templos no estado. Fonte: A Notícia On Line EDIÇÃO Nº60

sábado, 17 de março de 2012

Ordenação de mulheres para o Ministério Pastoral nas Igrejas


Recentemente, os membros de uma determinada igreja se reuniram para eleger democraticamente seus presbíteros regentes. Todos receberam uma lista em ordem alfabética com o nome dos elegíveis (os maiores de 18 anos). O número de mulheres presentes e prontas para votar era bem maior que o número de homens. Porém, por força da constituição desta e de outras denominações, na lista dos elegíveis não havia o nome de nenhuma mulher. Essa situação deve continuar? Esta entrevista discute o assunto e pretende levar o povo e as autoridades eclesiásticas a pensar e a repensar, não só com zelo, mas também com humildade. É provável que o maior obstáculo à ordenação de pastoras, presbíteras e diaconisas não seja a Palavra de Deus, mas o machismo. O entrevistado Waldyr Carvalho Luz é de inteira confiança por sua palavra, por seu longo magistério no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, SP, por sua vida e por sua idade (94 anos). Ele é autor da tradução clássica de As Institutas, de João Calvino, professor aposentado da UNICAMP e doutor em Filosofia do Novo Testamento peloPrinceton Theological Seminary. Os cristãos contrários à ordenação feminina argumentam que Jesus escolheu somente homens para serem apóstolos e que o Novo Testamento não apresenta claramente mulheres em posições de autoridade. O que dizer? De mister faz-se observar, de início, que a questão da ordenança feminina às funções eclesiásticas (diaconato, presbiterato, ministério sagrado) nem sequer é ventilada através do Novo Testamento. Jesus, tanto no caso dos doze, como, quanto parece, na chamada Missão dos Setenta, aliciou apenas homens, como, aliás, era a norma no mundo contemporâneo. Se alguma outra motivação teve ele, não a explicitou. E conjecturar a esse respeito é irrelevante. Na Palestina dos dias de Jesus não haveria lugar para matriarcado e mulher em posição de autoridade, impensável aberração. A chefia do homem na Bíblia é mera questão cultural? Na Bíblia, reconhecidamente, conferem-se ao homem, em detrimento da mulher, autoridade e mando incontestáveis. Não resulta este predicamento de princípios ontológicos ou metafísicos, simples questão de exercício de poder, matéria de cunho puramente cultural. Mercê da obra redentora de Cristo, cancela-se a disposição vigente e implanta-se um regime de paridade e equalização, abolidas as distinções prévias, homem e mulher a fazer jus ao mesmo “status” em Cristo. Valida-se, pois, o argumento culturalista. Os defensores da posição antagônica ao ministério feminino ordenado parecem não considerar passagens como Joel 2.28-29 e Gálatas 3.28. Certo? Arroubos poéticos e eclosão de júbilo de um momento especial, não asserção normativa de princípio estabelecido, Joel 2.28-29 e Gálatas 3.28 não são passagens pertinentes à questão da ordenação feminina. A ordenação pastoral deve ser precedida pelo dom ministerial. A mulher pode receber esse dom? Normativamente, a ordenação pastoral pressupõe o dom (ou vocação) ministerial. Seja no país, seja, e especialmente, no exterior, há muitas mulheres tendo sido, e estão sendo, ordenadas ao múnus pastoral, cujo desempenho confirma, indiscutivelmente, possuírem o indispensável dom. Portanto, a toda mulher portadora do dom, ou seja, devidamente vocacionada, a ordenação pastoral deve ser prontamente conferida. Interessante é notar-se que nossa própria Igreja Presbiteriana do Brasil, por breve período, já teve diaconisas devidamente ordenadas. Descontinuou a prática em vista da reação provocada na região nordestina, a ameaça pairando de divisão denominacional. A paz e a unidade da Igreja, graças ao Senhor, prevaleceram, felizmente. A ordenação pastoral deve ser vista como o exercício do dom do Espírito Santo dado à Igreja ou como um ofício eclesiástico dado a uma classe de pessoas? Em última instância, a postulação da ordenação pastoral é ambivalente, por isso que só pode ser encarada como dom conferido à Igreja, mas exercido por um corpo de oficiais possuídos de prerrogativas únicas e exclusivas. Também o pode como função eclesiástica outorgada a um núcleo ou casta de elementos contemplados com um múnus peculiar, mas encaixado no âmbito da comunidade global. Não há, propriamente, polaridade, antes, pelo contrário, conjunção. Por trás da não-ordenação de mulheres para o diaconato, o presbiterato e especialmente o ministério pastoral, não estaria escondida uma cultura machista? Aos espíritos mais atilados, a relutância à ordenação de mulheres ao diaconato, ao presbiterato e, especialmente, ao ministério pastoral, não estaria bem escondida, pelo contrário, escancaradamente manifesta a indisfarçável cultura machista. Nada de causar espécie. Por séculos, aliás, milênios, no perpassar das civilizações em todos os quadrantes do orbe, com raríssimas exceções, o homem tem gerido as atividades humanas de modo quase absoluto, de tal sorte que o mando se lhe tornou como que parte de sua própria natureza, a mulher marginalizada, mas ao que parece resignada, ajustada e adaptada à situação, de que tira o proveito possível. É de lamentar-se que a Igreja, baluarte da defesa dos direitos humanos, que lhe deveria esposar a causa, capitulou, servindo aos ditames do machismo. Até mesmo cristãos tidos como exemplares na fé e na conduta cedem a esse predicamento. Não haja dúvida: o machismo entorpece a consciência, embota os sentimentos, degrada a razão. A mulher, porém, está rompendo os grilhões desse predicamento e o haverá de superar. É, entretanto, uma tarefa ciclópica, de tal viés, que Hércules nenhum pode botar defeito. E o dia virá, ainda que distante, quando o machismo será somente uma triste lembrança de tempos idos... para nunca mais voltarem. Os maiores impedimentos à ordenação das mulheres são bíblicos (exegéticos) ou culturais? Alguém era ordenado na Igreja Primitiva? No âmbito da Igreja Primitiva, a ordenação feminina era matéria fora de cogitação, assunto nem sequer ventilado, mulher nenhuma reivindicando esse direito. Contudo, há-se de ter em conta que era uma atitude passiva, dir-se-ía de alienação, ao passo que a cultural era ativa, até agressiva. Eleito e investido como presbítero, o cidadão adverso à ordenação, naturalmente, iria manter seu ponto de vista. Portanto, é de admitir-se que o elemento cultural era, na realidade, o mais influente. No que diz respeito à ordenação de ministros ou oficiais na Igreja Primitiva, é de reconhecer-se que, em tese, apesar das variações locais e temporais, há, certamente, plena correspondência ao que hoje vigora em nossas igrejas, respeitadas as diferenças denominacionais. As mulheres ocupavam quais ofícios ou funções na Igreja Primitiva? Há exemplos? Havia limitações? Na Igreja Primitiva não se atribuíam a mulheres ofícios e funções caracteristicamente eclesiásticas. As nobres damas que se distinguiram através do Novo Testamento sobressaíram somente por suas virtudes e qualidades pessoais, não por titularidade funcional. Assim, Dorcas é renomada por sua benevolência; Phebe, por serviço e representação; Lídia, por hospitalidade e colaboração com a ação missionária; Priscila, associada ao esposo, Áquila, orientação e instrução; Marta e Maria, as amadas irmãs, afeto, devotamento, carinho; Maria, a mãe de Jesus, que Lucas exalta eloquentemente no “Magnificat”, piedade e devotamento maternal, contudo, não superior em virtude e mérito a outras piedosas mulheres, mesmo porque não possui qualidades acima das demais, meramente agraciada pelo Senhor; sobretudo, Maria Madalena, cujo relacionamento com Jesus tem dado margem a blasfemas insinuações, devotamento, gratidão, reconhecimento o mais profundo. Limitados, mas exemplos de piedade e fé para todos os tempos. Se é o Espírito que dá dons para a Igreja “como lhe apraz” (1Co 12.11), estaríamos desprezando ou desrespeitando o próprio Espírito ao delimitar categorias para os diversos dons? Obviamente, desejável seria que os dons do Espírito fossem distribuídos sem delimitações de idade, sexo, classe social, grau de instrução, situação econômica, nacionalidade, cor, língua, origem, raça, visual, aparência. Verdade é que isso não significava que determinado talento ou dom não pudesse ser limitado a uma categoria especial, não extensivo a todos indiferentemente. É o que alegam os que se opõem ao ministério feminino. Há, porém, que perguntar-se: qual razão se pode, legitimamente, invocar para essa exclusão? Que o Espírito assim agiria por mero preconceito ou capricho, seria temerário afirmar. Portanto, não transparece motivação racional para justificar essa medida discricionária. Razão, pois, assiste aos que veem esse posicionamento como desprezo ou desrespeito ao Santo Espírito. Alijar, sumariamente, a mulher da participação no dom ministerial não se afigura ordenança divina, mas, ao contrário, deplorável mostra do preconceito humano. A proibição da fala de mulheres (1Co 14.34) é paradigmática para a exclusão nos ministérios da igreja ou Paulo estaria tratando de um problema específico, que não deveríamos considerar normativo hoje? Em 1 Coríntios 14.34, a que se devem associar, também, as Pastorais e o capítulo 5 de Efésios, Paulo não tem em mira o ministério feminino, matéria fora de cogitação na Igreja Primitiva. A injunção paulina visa à honorabilidade, respeitabilidade, dignidade, autoridade do marido, que, nos usos e costumes da época, exigiam absoluto silêncio da mulher nas assembleias e reuniões culturais da Igreja. No versículo seguinte (1Co 14.35), diz o Apóstolo que a mulher falar na Igreja era “vergonhoso”, na tradução de Almeida. O termo grego no texto é “aischrón”, que tem, entre outras, a acepção de indecente, impróprio, indigno, torpe, isto é, que traria opróbrio, desprestígio, desonra ao marido. Não se tratava, pois, de injunção teológica, mas de simples questão, digamos, de etiqueta a salvaguardar a honorabilidade do marido. Os demais autores do Novo Testamento, quanto parece, não foram tão radicais como Paulo. Era ele, como pretendem certos críticos, misógino, ferrenhamente adverso às mulheres? É questão discutível. Mas, não haja dúvida, gradativamente, foi a mulher adquirindo influência e representatividade maior. A inclusão da mulher nos ministérios da igreja é sinal dos fins dos tempos que começaram com Jesus? A lenta, mas progressiva inclusão da mulher nos ministérios da igreja é a resultante lógica e natural da operação iluminadora do Espírito Santo a superar limitações e barreiras descabidas que entravam a obra do evangelho. Não se reveste de caráter escatológico, nem é sinal de tempos ou do fim do mundo. É simplesmente, o produto da incoercível dinâmica do evangelho na implantação do reino de Deus ao longo da história. A inclusão da mulher na obra da igreja é um fator positivo e abençoado, que a fortalece e energiza, que deve ser acoroçoada na mais ampla medida, jamais limitada, muito menos reprimida ou contida. Se à mulher conferisse a igreja plena paridade com o homem nas funções eclesiásticas e na obra do evangelho, salta à vista que a implantação do reino de Deus entre nós seria inegavelmente mais vultosa e sólida. Não haja dúvida, quanto maior a participação feminina nas ações da igreja, tanto maiores serão as bênçãos advindas à Causa. Muitas mulheres, apesar de fazerem um trabalho missionário pioneiro em lugares difíceis, não têm credencial para batizar e celebrar a Santa Ceia. Quando o trabalho se firma, ela vai para outro posto difícil e um obreiro vem para o lugar dela. Isso não é injusto? No sistema de governo eclesiástico presbiteriano tradicional, segundo o elaborou o patriarca da fé, o escocês John Knox, ao ministro se conferem determinadas prerrogativas especiais, exclusivas, intransferíveis, tais o título de “reverendo”, a ministração dos sacramentos reconhecidos (batismo e Ceia do Senhor), e a impostação da bênção apostólica, aparente resquício de sacerdotalismo estranho ao espírito laicizante da Reforma. Era uma forma refinada e seletiva de concentrar poderes e atribuições eclesiásticas a elementos qualificados e prestigiados na igreja. Os chamados leigos eram excluídos desse privilégio. Não era apenas a mulher, mas toda e qualquer pessoa não ordenada clericalmente. Evangelistas, catequistas, missionários, pregadores ditos leigos, professores, seminaristas e até licenciados, não gozavam dessas atribuições. Por outro lado, estender individualmente a todo obreiro essas funções restritivas ensejaria, sem dúvida, lamentável vulgarização dos mistérios sagrados, competições mesquinhas, personalismos doentios e até exploração por parte de indivíduos oportunistas. Como vaticinava o poeta latino Ovídio, em outro contexto: “minima de malis”, isto é, dos males os menores. Ambas as formas de governo têm inconvenientes inevitáveis, mas a seletiva se afigura menos problemática, logo, é de preferir-se. Quando a mulher se mostra muito eficiente no ministério, ela pode ser excluída por supostamente ameaçar a liderança masculina. Como evitar tal comportamento antiético? Mulheres superdotadas, de notório espírito de liderança e notável capacidade de ação, não são raridade em nossas igrejas. Normativamente, elas desenvolvem seus talentos e dons espontaneamente, sem chancela oficial ou entendimento formal com a direção da igreja. Gozam de larga influência e são cercadas de admiração incontestável e o apoio de numeroso círculo de adeptos e simpatizantes. O problema é, especialmente no caso das mais personalistas, que passam a formar uma facção, ou partido, ou, mesmo, um poder paralelo, livre e independente. Obviamente, o pastor, cioso de sua autoridade e posição, vê no caso um desafio à sua liderança e procura neutralizar ou eliminar a rival incômoda; marginalizando-a. O que se requer é cooperação, não competição. Para tanto, ambos precisam ser humildes, sensatos, prudentes, leais, a buscarem o bem da igreja e a glória de Deus. A ação da mulher consagrada será indirimível bênção à igreja e à expansão do evangelho. Se o ministério pastoral é para ser exercido só por homens, como explicar a participação de mulheres abençoadas e abençoadoras na Igreja de Cristo nos últimos cinquenta anos? A participação de mulheres em funções eclesiásticas, inclusive no ministério pastoral, nos últimos cinquenta anos, em não poucas denominações, em absoluta paridade com os homens, na Igreja de Cristo ou o chamado mundo evangélico é um fato de excepcional relevância e indizível alcance. Mentalidades menos atualizadas, conservadores radicais, veem o fato como evidente decadência da fé, lamentável secularização ou mundanização da igreja, apostasia e corrupção do evangelho, enquanto espíritos mais atualizados e arrojados o encaram como inegável operação do Espírito Santo na implantação do reino de Deus. Não paira dúvida, a equiparação das mulheres aos homens nas funções eclesiásticas não apenas enriquece o quadro operacional da igreja, dinamiza-o e amplia significativamente o alcance de sua bendita operação. Dos três maiores grupos cristãos -- Igreja Católica Romana, Igreja Ortodoxa e Igreja Protestante -- qual é o mais ferrenhamente contrário à ordenação feminina? Dos três maiores grupos que integram a cristandade, em última análise, o mais infenso à ordenação feminina é o Catolicismo Romano. O sacerdócio somente a homens se confere e a pirâmide hierárquica dos níveis superiores é integrada por prelados que jamais podem emitir qualquer opinião discrepante. Embora à mulher se confiram certas funções subalternas, aspirar ao sacerdócio e à prelazia é impensável, quiçá blasfemo. No ortodoxismo, que rompeu com o catolicismo em 1054, tão solene em seus rituais e tocante em seu majestoso cerimonialismo, a lutar pela sobrevivência em uma inibidora política tiranicamente hostil, não haveria clima para questões desta natureza. No protestantismo, ou, melhor, no mundo evangélico da atualidade, a gama de opiniões se estende desde o crasso radicalismo ultraconservador até a fluidez do liberalismo amorfo e caótico. Destarte, na ambivalência protestante, a ordenação feminina vai desde o veto terminante até a prática indiscriminada. Das denominações históricas brasileiras, qual é a mais fechada à ordenação feminina? Possivelmente, em nenhuma das denominações históricas brasileiras haja unanimidade, seja favorável, seja desfavorável à ordenação feminina. Em alguns casos, os que discordam da posição oficial se acomodam, passivamente, em outras, reagem, em graus variados, mais ativamente. Assim é que, na atualidade, denominações tais como a Luterana, a Metodista, a Episcopal, a Reformada, a Presbiteriana Independente, a Presbiteriana Unida, admitem o ministério feminino; a Batista e a Congregacional, menos centralizadas, ensejam diferentes posturas, segundo as circunstâncias; as igrejas de cunho conservador ou fundamentalista, opõem-se vigorosamente. A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), porém, é, oficialmente, a mais radicalmente infensa. Contudo, acentuado e crescente é o impacto em nossa grei, daqueles que propugnam pela reversão dessa rígida postura. A proliferação aparentemente desordenada da ordenação feminina, em alguns casos só por serem esposas de pastores, dificulta a análise da questão? A ordenação feminina às funções eclesiásticas oficiosas nas igrejas do país não suscitou a comoção que se antevia, nem teve o impacto que se alardeava. As mulheres não se alvoroçaram, mostraram-se algo tímidas, comedidas, como que receosas de ferir suscetibilidades masculinas. E a vida das igrejas continuou com plena tranquilidade, sem confrontos nem sobressaltos. E a obra do evangelho no país ganhou o valioso concurso da mulher consagrada e piedosa. O estudioso da questão, arguto e criterioso, não enfrentará óbices em sua análise da matéria. Algumas denominações, além de não ordenarem mulheres para o ministério pastoral, não ordenam mulheres para o ofício do presbiterato e do diaconato. Qual sua opinião? A cristandade se polariza entre os exclusivistas, que, sem espasmos de consciência ou pruridos de remorso, só ao homem conferem as prerrogativas e funções eclesiásticas, e os inclusivistas, que, estendem à mulher esses direitos, em paridade com o homem. Têm estes visão mais iluminada, sentimentos mais humanos, consciência mais sensível, propósito mais racional, justo, nobilitante. Não há tergiversar: estes agradam mais a Deus e melhor o servem. Os que são contrários à ordenação feminina argumentam que, nos três primeiros capítulos do livro de Gênesis, em especial 2.18, fica claro que a mulher foi criada como simples auxiliar do homem e nunca será igual em autoridade e gestão. O que dizer? Exegetas de grande nomeada, reconhecida competência, indiscutível probidade, e teólogos da mais elevada eminência, inegável saber e nobreza de espírito, esposam esse parecer, com distinção e dignidade incontestes. Contudo, é preciso reconhecer que, no âmbito dos que deles discordam há figuras do mais sólido gabarito e inegável saber, de probidade inatacável. Tal sendo a polaridade, um impasse que se afigura insolúvel, dir-se-á que é uma questão aberta, que requer neutralidade ou preferência puramente pessoal, não lógica ou racional. Isso, entretanto, não deve impedir que se busque adequada e procedente solução. O fulcro da questão é o teor de Gênesis 2.18. O texto bíblico retrata a mulher como “ezer Keneghdô” que nosso Almeida, versão atualizada e corrigida, traduz como “auxiliadora que lhe seja idônea”, fraseado sonoro, até elegante... mas, oracular, enigmático, ambivalente, vago, indefinido, tautológico. Dispusesse dos recursos que se fazem de mister, gostaria de examinar a Septuaginta, a Vulgata, as versões todas que nos fossem acessíveis, no afã de apreciar como traduziram a expressão hebraica e que sentido lhe atribuíram. O termo hebraico “ezer” é masculino, mais apropriadamente expresso, em acepção substantiva, não adjetiva, por “auxílio”, “ajuda”, “socorro”, tradução que, apropriadamente elimina o teor subordinativo, inferiorizante da versão corrente, como se pode perceber, com clareza, no sugestivo título “Ebenezer”, literalmente “pedra de auxílio”, jamais “pedra auxiliadora”. Por sua vez, o tríptico de termos hebraicos associados significa, literalmente: “como diante dele”, frase ambígua, que, naturalmente, se presta a variadas acepções. Todavia, como o próprio texto bíblico declara que, dentre os seres criados, não havia comparsa ou companheira à altura do homem, Deus formou a mulher e a deu ao homem por esposa e “auxílio”, complementaridade, completude, complemento, totalização de um todo a integrar, adição de parcela a somar, de sorte que homem e mulher conjugados constituem uma unidade integrada, não uma dualidade díspar, assimétrica e desigual. Nessa perspectiva, homem e mulher formam um elo, uno e indivisível, de plenos direitos e atribuições em pé de igualdade, respeitadas as diferenças, que não criam subordinação, desigualdade, redução de atribuições. Cada um desempenhará as funções a que a aptidão e a vocação lhe façam jus, pela graça de Deus. Destarte, a argumentação contrária à ordenação feminina, baseada nesta porção de Gênesis se mostra inteiramente irrelevante, quando muito mera analogia, aliás, falaciosa, que não há invocar como base de argumentação lógica. Ademais, forçoso é reconhecer que o texto do Gênesis não se refere a posições e encargos eclesiásticos, questão a decidir-se, em outras bases. No transcurso deste questionário, suficientes ponderações evidenciaram que não há impedimento escriturístico a que se atribuam à mulher funções eclesiásticas hoje privativas do homem, medida que trará farta messe de bênçãos à igreja, além de justa, igualitária, sem preconceito. Com júbilo e gratidão, nossas igrejas celebrarão o precioso concurso de nossas ministras e pastoras, presbíteras e diaconisas, piedosas, reverentes e consagradas a servir ao Senhor, como, com reconhecido êxito, vem acontecendo em outras denominações evangélicas. A Igreja Presbiteriana do Brasil, hoje tão resistente à ideia de ordenação feminina, acabará aderindo ao que tanto se opõe? Tudo parece mostrar que essa é a inevitável marcha dos acontecimentos, e a IPB, mais cedo ou mais tarde, terá de ceder à pressão dos fatos. E quanto mais cedo, tanto melhor. Então, una e coesa, militará a IPB, ao lado de tantas outras denominações na bendita cruzada da fé, no sagrado empenho da implantação do reino de Deus entre os homens, a maior necessidade deste mundo escravizado pelo mal. Para aprofundar-se sobre o assunto, veja “O shibboleth do ministério feminino” (Revista Teológica do Seminário de Campinas. Campinas, n. 38, p. 55-65, ago. 1993). *** Fonte: Revista Ultimato edição 329 - Março/Abril de 2011

quinta-feira, 15 de março de 2012

Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Gênesis 2:24 - Mateus 19:6

BODAS Lista dos nomes para os aniversários de casamento,  ano a ano:
1º --   Bodas de Papel 
2º --   Bodas de Algodão 
3º --   Bodas de Couro ou Trigo 
4º --   Bodas de Flores, Frutas ou Cera 
5º --   Bodas de Madeira ou Ferro 
6º --   Bodas de Açúcar ou Perfume 
7º --   Bodas de Latão ou Lã 
8º --   Bodas de Barro ou Papoula
 9º --  Bodas de Cerâmica ou Vime 
10º -- Bodas de Estanho ou Zinco 
11º -- Bodas de Aço 
12º -- Bodas de Seda ou Ônix 
13º -- Bodas de Linho ou Renda 
14º -- Bodas de Marfim 
15º -- Bodas de Cristal 
16º -- Bodas de Safira ou Turmalina 
17º -- Bodas de Rosa 
18º -- Bodas de Turquesa 
19º -- Bodas de Cretone ou Água Marinha 
20º -- Bodas de Porcelana 
21º -- Bodas de Zircão 
22º -- Bodas de Louça 
23º -- Bodas de Palha 
24º -- Bodas de Opala 
25º -- Bodas de Prata 
26º -- Bodas de Alexandrita 
27º -- Bodas de Crisoprásio 
28º -- Bodas de Hematita 
29º -- Bodas de Erva 
30º -- Bodas de Pérola 
31º -- Bodas de Nácar
32º -- Bodas de Pinho 
33º -- Bodas de Crisopala 
34º -- Bodas de Oliveira 
35º -- Bodas de Coral 
36º -- Bodas de Cedro 
37º -- Bodas de Aventurina 
38º -- Bodas de Carvalho 
39º -- Bodas de Mármore 
40º -- Bodas de Esmeralda 
41º -- Bodas de Seda 
42º -- Bodas de Prata dourada 
43º -- Bodas de Azeviche 
44º -- Bodas de Carbonato 
45º -- Bodas de Rubi 
46º -- Bodas de Alabastro 
47º -- Bodas de Jaspe 
48º -- Bodas de Granito 
49º -- Bodas de Heliotrópio 
50º -- Bodas de Ouro 
51º -- Bodas de Bronze 
52º -- Bodas de Argila 
53º -- Bodas de Antimônio 
54º -- Bodas de Níquel 
55º -- Bodas de Ametista 
56º -- Bodas de Malaquita 
57º -- Bodas de Lápis-lazúli 
58º -- Bodas de Vidro 
59º -- Bodas de Cereja 
60º -- Bodas de Diamante 
61º -- Bodas de Cobre 
62º -- Bodas de Telurita 
63º -- Bodas de Sândalo 
 64º -- Bodas de Fabulita 
65º -- Bodas de Platina 
66º -- Bodas de Ébano 
67º -- Bodas de Neve 
68º -- Bodas de Chumbo 
69º -- Bodas de Mercúrio 
70º -- Bodas de Vinho 
71º -- Bodas de Zinco
72º -- Bodas de Aveia 
73º -- Bodas de Manjerona 
74º -- Bodas de Macieira 
75º -- Bodas de Brilhante ou Alabastro
76º -- Bodas de Cipreste 
77º -- Bodas de Alfazema 
78º -- Bodas de Benjoim 
79º -- Bodas de Café 
80º -- Bodas de Nogueira ou Carvalho 
81º -- Bodas de Cacau 
82º -- Bodas de Cravo
83º -- Bodas de Begônia 
84º -- Bodas de Crisântemo 
85º -- Bodas de Girassol 
86º -- Bodas de Hortênsia 
87º -- Bodas de Nogueira 
88º -- Bodas de Pera
89º -- Bodas de Figueira 
90º -- Bodas de Álamo 
91º -- Bodas de Pinheiro 
92º -- Bodas de Salgueiro 
93º -- Bodas de Imbuia 
94º -- Bodas de Palmeira 
95º -- Bodas de Sândalo 
96º -- Bodas de Oliveira 
97º -- Bodas de Abeto 
98º -- Bodas de Pinheiro 
99º -- Bodas de Salgueiro 
100º -- Bodas de Jequitibá

sábado, 3 de março de 2012

Ao comando do Mestre Jesus Cristo


Paz do Senhor Jesus Cristo a todos!

Para saber o porque do slogan "UM MILAGRE DAS MÃO DE DEUS" é só nos convidar a ministrar a Palavra de Deus e ou testemunhar onde congregas. 
E mais, não almejamos altos CACHÊS e luxuosos HOTÉISsomente passagem com acompanhante.
OBS: Em outras cidades ou estados, necessitamos de alimentação e pouso.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

EM NOVIDADE DE VIDA....



 Um certo dia, em um culto cheio e abençoado por Deus, apareceu em um banco mais próximo ao altar um mendigo. Ele estava com um saco de roupas nas costas e cheirava muito mal.
Com isso os obreiros da igreja, pediu permissão para o pastor, para que eles tirassem o tal homem dali. O pastor guiado pelo Espírito Santo de Deus, não permitiu que eles fizessem isso. E assim, o culto continuou normalmente, com o mendigo lá naquele banco e prestando atenção em cada hino louvado e em cada palavra dada pelos irmãos que recebiam oportunidades.
Ao terminar o culto, o mendigo pegou seu saco de roupas e foi embora, só parando para entregar um envelope para uma irmã, e pediu que entregasse ao pastor da igreja.
E sempre que tinha culto naquela igreja, aquele mendigo voltava, e sentava no mesmo lugar de sempre, assistia o culto, ia embora e aparecia em um outro culto.
Assim foi passando os dias, até que o tal mendigo desapareceu. O pastor sentindo falta dele, procurou saber onde que ele estava, o que aconteceu com ele. O pastor procurou pelas ruas, buscou informações, com outros mendigos e ficou sabendo que ele havia viajado e não tinha previsão para voltar. O pastor só não entendeu como ele havia viajado, sendo que era mendigo e não demonstrava condições para tal coisa.
Passaram seis anos, e o pastor nunca mais ouviu falar, e nem viu o mendigo.
Até que um belo dia, o qual aquele nobre pastor estava em seu gabinete pastoral e recebeu uma visita de um belo homem, de aparência bem sucedida e respeitável.
__Olá senhor, a paz do Senhor, tudo bem?
__Olá pastor, a paz do Senhor, tudo bem sim e com o pastor? Como vão as coisas?
__Tudo bem, graças a Deus. Em que posso ajuda-lo?
__Bom... Primeiramente quero agradece-lo por a seis anos atráz eu sempre estar assistindo os cultos na igreja sob seus cuidados. O senhor não me mandou ir embora, e nem demonstrou nenhuma resistência, ao eu entrar e sentar próximo ao altar de nosso Deus, agora eu sou um grande empresário, ganho por volta de cem mil reais por mês, tenho uma conta bancária enorme, e pretendo aumentar meu lucro empresarial em todas as minhas empresas. Isto tudo, porque no primeiro dia que vim aqui eu fiz um propósito com Deus. Neste propósito eu dizia que se Ele me restabelecesse eu daria para a Sua obra, mais de um bilhão de reais. O senhor pode conferir isso em um papel que coloquei em um envelope e pedi para uma irmã te entregar. Ainda o tem?
__Sim... tenho... mas não abri este envelope, esperei que viesse falar comigo.
Mas está escrito mesmo um bilhão?
__Sim.. está sim... eu sou formado em números, contabilidade, falo seis idiomas e tenho muitos outros certificados de cursos
Eu era um grande empresário, antes de virar mendigo, perdi tudo que tinha com bebidas e prostituição.
Foi um irmãozinho desta igreja, o qual estava evangelizando pelas ruas que me falou de Jesus e eu o aceitei ali mesmo na rua, e comecei a vir para a igreja.
Agora irei cumprir com meu propósito, e darei um bilhão de reais para a igreja. Faça com dinheiro o que Deus mandar. E eu estarei feliz... E pastor...  mais uma coisa:
Sempre mantenha este trabalho de evangelização, e sempre permita que entre um mendigo na igreja. Pois, não só grandes empresários, pessoas de grande nível na sociedade que precisa de Deus, ou de serem salvos. A salvação é para todos, e isso a Bíblia prova...
Aqueles que discordam, que leiam Mateus e os livros que falam do evangelho de Jesus Cristo.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

RECEBIDO NO MINISTÉRIO E COMADEESO


                                                     
                                                    consagrados Ev. Sirley e Ev. Jânio
                                           Ev. Celso  Consagrado em Lençóis Pta/SP
                                                e esposa sendo recebidos 
                                                                Comprimentos

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O MINISTÉRIO DE EVANGELISTA NUMA PERSPECTIVA BÍBLICA (EXEGÉTICA E TEOLÓGICA)

Resolvi postar o tema, em razão da grande confusão feita em torno do ministério de "evangelista". Seria o "evangelista" um oficial da Igreja, ou alguém dotado do "dom espiritual de evangelista", mesmo sem ter um cargo oficial na Igreja?

1. Análise Exegética e Conceitos
Os texto bíblicos que mencionam o ministério e a pessoa do evangelista são:
"No dia seguinte, partimos e fomos para Cesaréia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista (, que era um dos sete, ficamos com ele." (At 21.8)
"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres," (Ef 4.11)
"Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério." (2 Tm 4.5)
Os termos gregos traduzidos nas passagens acima para "evangelista" são:
- At 21. 8:
εαγγελιστοϋ (euangelistou)
- Ef 4.11:
εαγγελιστάς (euangelistas)
- 2 Tm 4.5
εαγγελιστοϋ (euangelistou)
No "Dicionário Vine" (CPAD, 2003, p. 629-630) lemos:

"euangelistes (ε
αγγελιστής), literalmente, 'mensageiro do bem' (formado de eu, 'bem', e angelos, mensageiro), denota 'pregador do Evangelho' (At 21.8; Ef 4.11, que deixa claro a distinção da função nas igrejas; 2 Tm 4.5). [...] Os missionários são 'evangelistas' por serem essencialmente pregadores do Evangelho."
Nesta definição exegética do VINE, o seu entendimento de "função" não fica claro em termos de tratar de "cargo" ou "atividade específica".
O "Dicionário Internacional do Novo Testamento" (Vida Nova, 2000, p. 764) especifica que:
"euangelistes é um termo para 'aquele que proclama o euangelion'. Esta palavra, que é muito rara na literatura não-cristã, embora fosse bastante comum nos escritos cristão primitivos, se acha no NT apenas em At 21.8, Ef 4.11, e em 2 Tm 4.5. Nestas três passagens, faz-se distinção entre o evangelista e o apóstolo. Tal fato fica especialmente óbvio no caso do evangelista Filipe, pois sua atividade teinha que ser ratificada pelos apóstolos Pedro e João (At 8.14-15). Fica claro que o termo euangelistes, portanto, tem a intenção de se referir a pessoas que levam a efeito o trabalho dos apóstolos que foram diretamente chamados pelo Cristo ressucitado. Mesmo assim, é difícil se a referência diz respeito a um cargo, ou, simplesmente, a uma atividade (grifo nosso). É possível que estes evangelistas tenham se ocupado na obra missionária (At 21.8) ou na liderança da igreja."
Perceba que Coenen e Brown, no "Dicionário Internacional do Nove Testamento", assim como Vine, Unger e White Jr. no VINE, acham dificuldades em afirmar que "evangelista" era um "ofícial" da igreja, assim como eram os πρεσβύτερος (presbiteros, cf. Atos 20.28; 1 Tm 3.2; 1 Pe 5.1; 2 Jo 1; 3 Jo 1), os πίσκοπος (episkopos ou bispos, cf. At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25) e os διάκονος (diákonos, cf. 1 Tm 3.8, 12).
Na "Chave Linguística do Novo Testamento Grego" (Vida Nova, 1995, p. 393) Rienecker e Rogers definem o termo εαγγελιστής da seguinte forma:
" [...] alguém que proclama as boas novas, evangelista. Um evangelista era a pessoa que pregava o evangelho recebido dos apóstolos. Ele era, particularmente, um missionário que levava o evangelho a novas regiões (v. Schlier; Barth; NDITNT)".
Na "Teologia Sistemática" de Berkhof (Cultura Cristã, 1990, p. 538), juntamente com apóstolos e profetas, "evangelista" é designado de "oficial extraordinário", enquanto os oficiais ordinários são o presbítero, o mestre e os diáconos.
Na obra "Palestras Introdutória à Teologia Sistemática" de Thiessen (IBRB, 1987, p. 299-330), o "evangelista" não é incluído entre os oficiais da igreja.
Em sua "Teologia Sistemática" Strong (Hagnos, 2003, p. 674) diz que "É dois o número de oficiais na igreja de Cristo: primeiro o de bispo, presbítero, ou pastor; e segundo o de diácono".
Na "Teologia Sistemática: atual e exaustiva" de Grudem (Vida Nova, 1999, p. 758-774), são listados como oficiais os apóstolos, os presbíteros (pastores/bispos) e os diáconos.
Em "Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual", de Ferreira e Myatt (Vida Nova, 2007, p. 932-934), tratando sobre "As formas de governo eclesiástico", tanto no episcopalismo anglicano e metodista (desviado pelo catolicismo e modificados por várias igrejas pentecostais), como no governo presbiterial (característico das igrejas reformadas, como a "presbiteriana") e no governo congregacional (adotado especialmente pelas igrejas batistas), não é citado pelos autores o ofício de "evangelista".
Escrevendo sobre o "Governo da Igreja", o missionário Eurico Bergstén, em sua obra "Introdução à Teologia Sistemática" (CPAD, 1999, p. 269-270), define como funções na Igreja: pastor (cf. Ef 4.11), presbítero (cf. Tt 1.5) e diácono (cf. 1 Tm 3). O "evangelista" também não aparece em sua relação.
No livro "A Igreja e as Sete Colunas da Sabedoria", Severino Pedro (1998, p. 87) diz que:
"Nos dias dos apóstolos, os evangelistas eram missionários pátrios que efetuavam a missão evangelizadora da Igreja entre os judeus e depois aos gentios, em posição subordinada aos apóstolos (Lc 10.1-17; At 8.4;11, 19). [...] A missão primordial dos evangelistas era a pregação das Boas Novas do Reino de Deus; igualmente a missão dada aos apóstolos no início de seus ministérios. Em ambos os casos, a idéia de pregar está presente nessas ocasiões."
Severino Pedro (idem, p. 89-90) classifica os "evangelistas" em três categorias: os evangelista voluntários (At 4.31; 8.4; 11.9), que seriam todos aqueles que de alguma forma pregam o evangelho, os evangelistas autorizados (cf. 2 Tm 4.5), neste caso ele não afirma a ordenação de Timóteo, e os evangelistas ordenados (Ef 4.11), do qual somente Filipe é um exemplo bíblico.
Em "Teologia Pastoral" de José Deneval Mendes (CPAD, 1999, p.28):
"O evangelista é um portador inflamado pelo amor de Deus de boas-novas às almas perdidas, e cuja mensagem principal é a graça redentora de Deus. No ministério evangelístico, é o normal Deus operar grandes milagres com o objetivo de despertar o povo para a mensagem da da sua Palavra. Assim como aconteceu em Samaria (At 8) e tem acontecido através dos tempos".
Aqui também não está clara a idéia de "ofício" ou de atividade extra-oficial.
Na Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD, 1995, p. 1815), lemos que:
"No NT, evangelista eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16). [...] O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixa de apoiar e promover o ministério de evangelista (grifo nosso) cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. [...] A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista (grifo nosso) e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41)".
Perceba mais uma vez, que a idéia de "ofícial da igreja" não fica clara, antes, são utilzados os termos "ministério de evangelista" (que necessariamente não implica em função oficial) e "dom espiritual de evangelista", onde neste sentido, Filipe, o "oficial" diácono, poderia ter o dom espiritual de evangelista, que o impulsionou a realizar o que está registrado nos textos já citados neste artigo.
2. Evangelista: ministério oficial (cargo) ou atividade espiritual extra-oficial?
Como vimos nas análises exegéticas e conceitos acima, não há consenso ou firmeza em declarar que o "evangelista" era um "oficial" da igreja. O cargo (oficial) não existe não grande maioria das denominações evangélicas, e, quando existe, como no caso das Assembleias de Deus, uma grande confusão é feita em torno do mesmo. Por exemplo:
a) O evangelista, na grande maioria dos casos, é um cargo conferido a alguém desprovido das características bíblicas aqui afirmadas (amor pelas almas, habilidade para pregar o Evangelho; sinais sobrenaturais no seu ministério, poder em sua mensagem etc.);
b) O cargo de evangelista ocupa uma posição hierárquica abaixo do pastor, o que não se sustenta exegeticamente. Esta hierarquia consiste numa "escadinha" na seguinte ordem: auxiliar local, auxiliar oficial, diácono, presbítero, evangelista e pastor (e agora, em algumas convenções, "bispo"). Em razão disto, muitos evangelistas preferem (ou são chamados), pelas mais diversas razões, o título de "pastor". Conheço alguns que em seus cartões, em cartazes de eventos e em outras ferramentas de identificação, divulgação ou publicidade, usam a designação de "pastor" em vez de "evangelista";
c) Muitos evangelistas dirigem igrejas, função esta do pastor, deixando dessa forma de fazer o que lhe compete, que é o de pregar o evangelho aos perdidos. Acabam sendo criticados, e por vezes até hostilizados pela própria igreja e companheiros de ministério;
d) O cargo de evangelista é "dado" (também, pelas mais diversas razões) a quem não tem o dom, enquanto muitos que tem o "dom espiritual de evangelista" nem oficiais da igreja são, ou, ocupam as funções de auxiliares, diáconos e presbíteros;
Se o ofício de "evangelista" pudesse se fundamentar biblicamente, no mínimo, deveria ser praticado em nossas igrejas de forma bíblica. Desta maneira, o comentário de Severino Pedro (idem, p. 90) é bastante pertinente:
"Nos dias atuais parece haver muitos avivalistas e poucos evangelistas. Existem Igrejas super-lotadas de pregadores, mas vazias de ganhadores de almas. E, além disso, a verdadeira função do evangelista, é que ele deve ser visto mais fora da Igreja do que dentro dela [me refiro aqui Igreja local]. isto é, que ele não seja somente visto numa função local; mas que sempre avance na direção das almas perdidas sem Cristo; fundando novas Igejas e comunidades".
3. Considerações finais
Se "evangelista" é um cargo oficial à luz da Bíblia, e para isto é citado Ef 4.11, por qual razão "profetas" e "mestres" não o são?
Se "evangelista" é um cargo oficial à luz da Bíblia, por qual razão as Escrituras não prescrevem os pré-requisitos para o cargo (ou ofício), como nos casos de diáconos, presbíteros e bispos (1 Tm 3.1-13; Tt 1.5-9)?
No meu entender, o cargo de "evangelista" não se fundamenta com muita clareza à luz das Escrituras, se sustentando basicamente à luz da "tradição" da igreja.


FUNÇÃO DO PASTOR DE IGREJA


Biblicamente, a função dos pastores é cuidar do rebanho (igreja) de Deus (veja 1 Pedro 5:1-2:1 ¶ Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:
2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
; Atos 20:28:28 Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.). Como servos de Deus, os verdadeiros pastores mostrarão a sua preocupação com a vontade do Senhor, fazendo e ensinando o que ele diz.


FUNÇÃO DOS PRESBÍTEROS E DIÁCONOS NA IGREJA

Introdução: O presbítero, hoje, na denominação tornou-se uma função que dá acesso a cargos mais “elevados”, como o de evangelista e pastor. Mas, biblicamente não existe este cargo “superior”. Em lugar algum das Escrituras uma função é maior que a outra. Existem diferenças no trabalho, mas o Espírito é o mesmo (1 Co 12.11).

I. O presbítero no NT é a continuidade da figura do ancião que julgava à porta da cidade.
Os anciãos se reuniam na porta da cidade para presidir as questões difíceis da cidade e problemas entre os moradores (Rt 4.1-2; Ex 24.1; Nm 11.25; Jz 11.1).
Os anciãos escolheram a Davi, rei de Israel em Hebrom (1 Cr 11.3).
Os anciãos aconselharam a Reoboão, filho de Salomão, mas este não os ouviu e o reino foi dividido (2 Cr 10.8-13).
Provérbios 31.23 fala do esposo virtuoso que se assenta entre os anciãos da cidade.
Era algo cultural no AT não só entre os hebreus, mas nas demais nações que os anciãos zelassem pelos assuntos da cidade. Sempre que uma questão tinha de ser debatida e resolvida era levada aos anciãos que se assentavam à porta da cidade.
A) Os apóstolos, seguindo a tradição e cultura daqueles dias estabeleceram anciãos ou presbíteros para cuidar dos assuntos da igreja, a nova nação espiritual de Deus.
Duas coisas da cultura daqueles dias foram adotadas pela igreja: A forma de reuniões, que seguiu a cultura das sinagogas e o estabelecimento de anciãos ou presbíteros. Em cada sinagoga e em cada cidade havia os anciãos ou presbíteros que cuidavam das questões e problemas da população.
1. Definindo ancião e presbítero. A palavra ancião é a tradução de presbuterov “presbuteros” do grego. Algumas versões usam a palavra ancião e outras presbítero para falar do mesmo encargo.
2. No NT o presbítero não era um cargo ou uma “escada” para galgar um cargo mais elevado, como de evangelista e pastor. Este conceito adotado por algumas denominações não é bíblico e tem gerado muitos “presbíteros” nominais, isto é, têm nome de presbítero, mas não exerce a função presbiterial.
3. Na igreja do Novo Testamento havia dois cargos ou posições de governo: Presbíteros e diáconos. Tudo indica que os diáconos eram auxiliares dos presbíteros na execução da obra de Deus. No NT o diácono é função de serviço ou ministério e não um título para quem cuida da portaria ou de questões sociais.
II. Presbítero. Um cargo de governo. Os demais títulos funções ministeriais.
A) Examinando o presbítero à luz de Atos 20.17-35.
1. Observe que Paulo chama a Trôade os presbíteros de Éfeso (v 17). Deveriam ser uns doze homens (At 19.1-7).
2. Aos presbíteros de Éfeso e de Trôade Paulo diz: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28).
Os presbíteros são também bispos e pastores. Observe as três palavras no mesmo texto. O pastoreio é a função.
3. Na igreja da localidade havia presbíteros e nunca pessoas com o título de pastores. Veja como Pedro se coloca como um presbítero local, apesar de ser apóstolo (1 Pe 5.1-4). Pedro fala que os presbíteros pastoreiam.
A) As demais funções – apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres de Efésios 4.11 são funções extra-locais, isto é são dons que Deus dá aos homens que vão além da localidade. Um profeta é profeta para toda a igreja; um apóstolo está restrito a algumas igrejas; e existem pastores que são pastores de toda a igreja independente da localidade pela autoridade que receberam do Senhor Jesus.
1. O ministério de evangelista também coopera para a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.11) e não é restrito a uma igreja local.
2. Um presbítero é uma pessoa da localidade. Fora dali não é presbítero, porque seu cargo é de governo local. Uma pessoa pode ser um apóstolo, mas na localidade é um presbítero. Ou pode ser um apóstolo sem ser um presbítero local, mas, neste caso não tem ingerência na igreja da localidade, a não ser naquelas igrejas que ele mesmo começou.
3. Daí a ênfase de Paulo no caráter, mais que na habilidade ou dom. O estudante pode observar que o único dom que o presbítero tem de ter é o de ensinar (1 Tm 3.1-7).
4. O presbítero era “eleito” pela congregação. Note o verbo eleger (At 14.23). Mas também eram constituídos pelos apóstolos (Tt 1.5).
B) Presbíteros e diáconos trabalhavam lado a lado na localidade. Veja Filipenses 1.1.
1. O diácono não é alguém escolhido porque tem alguma coisa a ser feita; ele é reconhecido porque vem fazendo (1 Tm 3.8-13).
III. Diáconos.
A) O texto de Atos 6 trata de auxiliares. O título “instituição de diáconos” foi colocado pelos revisores. Não se trata aqui de diáconos para “fazer assistência social”, mas de auxiliares dos primeiros apóstolos (At 6.1-7).
IV. A nomenclatura não faz o ministério.
A) Uma pessoa pode ter o título que quiser, mas este não lhe dá autoridade ministerial. O que lhe dá autoridade é o serviço que presta ou executa no reino de Deus.
1. Presbítero que é presbítero está envolvido no governo local e no pastoreio de vidas.
2. Diácono que é diácono tem de se submeter ao governo local e exercer também funções espirituais, como ensinar, cuidar de vidas e não somente ser chamado para distribuir a ceia.
3. O evangelista é um dom ministerial que transcende a localidade. A pessoa pode ser um presbítero na localidade e evangelista na função extra-local.
B) Como a igreja segue uma cultura antiga é possível que haja outras nomenclaturas para o exercício ministerial, mas este é um tema controverso entre os teólogos.